O Governo diz que continua a envidar esforços para evitar o encerramento das operações Mozal, que está prevista para o próximo mês de Março.

De acordo com o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, esta semana, à margem de uma conferência na vizinha África do Sul, permanece válida a possibilidade da fundidora de alumínio continuar a operar no país, não obstante as ameaças de encerramento por falta de consenso na renovação de um acordo favorável para o fornecimento de energia eléctrica.

Falando à Imprensa, o governante disse que tudo está a ser feito ao nível do Executivo para ultrapassar este impasse.

Recorde-se que em meados no ano transacto, a Mozal anunciou que ia encerrar as suas actividades no Parque Industrial de Beluluane, distrito de Boane, província de Maputo, em caso de falta de acordo na renovação do contrato de fornecimento de energia eléctrica que expira no próximo mês de Março.
A referida energia eléctrica é fornecida pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) à Eskom, empresa sul-africana de electricidade que, por sua vez, a canaliza para a Mozal.

A proposta de renovação do acordo contempla um acréscimo no custo da energia elétrica, facto que não agrada a Mozal que representa um investimento de dois mil milhões de dólares para fundir e exportar alumínio.
Em caso de aceitação da proposta, a empresa fala do risco de um impacto negativo no negócio, principalmente por considerar que 30 por cento dos custos de produção do alumínio são absorvidos pela electricidade e 50 por cento pela matéria-prima, recurso adquirido no mercado internacional que, também, é sujeito a variações.

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