A petroquímica sul-africana acredita que Moçambique pode conseguir grandes avanços na massificação do uso de gás de cozinha com o início de operações da Fábrica de Processamento Integrado de Hidrocarbonetos (IPF), em Inhassoro, província de Inhambane.

A fábrica, que conta com as participações da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), braço empresarial do Estado, foi inaugurada ano passado pelo presidente da República, Daniel Chapo.

De acordo com uma publicação recente da Sasol, que lidera o projecto, a nova unidade industrial constitui um marco na estratégia nacional de valorização dos recursos naturais e de redução da dependência das importações de combustíveis.

Com uma produção de cerca de 30 mil toneladas de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) por ano, vulgarmente conhecido como gás de cozinha, este recurso deverá contribuir também para a redução do volume de importações, que rondam em aproximadamente 75% das necessidades de consumo doméstico, gerando um impacto positivo na balança de pagamentos e no fortalecimento da segurança energética nacional.

Para além da produção de GPL, a infra-estrutura apresenta um impacto multifacetado na economia, incluindo o processamento de cerca de 23 mil gigajoules de energia, produção de cerca de quatro mil barris de petróleo leve por dia e o fornecimento de gás para a geração de aproximadamente 450 megawatts de energia eléctrica na Central Térmica de Temane.

A massificação do uso do gás de cozinha é considerada estratégica não apenas do ponto de vista económico, mas também ambiental e social.

O aumento da disponibilidade de GPL deverá contribuir para reduzir a dependência da lenha e do carvão vegetal, fontes de energia ainda amplamente utilizadas para a confecção de alimentos, mas associadas ao desmatamento e a problemas de saúde pública.

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