O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e Energia (SINTIME), pronunciam-se, amanhã, em Maputo, sobre a intenção da emoresa de fundição de alumínkio, MOZAL, de suspender as suas actividades no próximo mês de Março devido a um impasse nas negociações para a renovação do contrato de fornecimento de energia.
Para além do enquadramento sobre a matéria da Conferência de Imprensa, não foi avançado outro dado pelos trabalhadores que, em caso de suspensão da multinacional, serão os primeiros afectados.
Recorde-se que a possibilidade do encerramento da MOZAL foi despoletado em Agosto do ano transacto quando a empresa multinacional manifestou o desejo de encerrar a fábrica de produção e exportação de alumínio, no Parque Industrial de Beluluane, Municipio da Matola-Rio, Distrito de Boane, Provincia de Maputo, caso não consiga chegar a um consenso com o Governo de Moçambique sobre as negociações de contrato de concessão de energia, que termina em Março.
A energia em causa é fornecida pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) à empresa pública de electricidade da África do Sul (Eskom) que, por sua vez, canaliza este recurso à Mozal.
Sucede que os termos propostos para a renovação contratual não agradam a multinacional, uma vez que propõe-se uma subida no custo de energia fornecida, tendo em conta, também, os custos de produção que teriam aumentado desde o primeiro acordo.
Por sua vez, a Mozal entende que uma subida no custo da energia fornecida vai, à jusante, afectar o negócio razão pela qual não haveria outra solução senão encerrar as suas operações iniciadas em Setembro de 2000.







