
A TANZÂNIA prevê rubricar um acordo, até Junho do ano em curso, que vai materializar um projecto que prevê a constução de uma fábrica de Gás Natural Liquefeito (GNL), avaliado em 42 biliões de dólares.
Depois de aprovado, espera-se que a produção ocorra em oito anos devendo criar, igualmente, 100 mil empregos.
A informação foi prestada recentemente pelo ministro do Estado da Tanzania, Kitila Mkumbo, durante um briefing em Londres, Inglaterra.
Este é mais um grande projecto na região África Oriental e do continente, tendo em conta que Moçambique também explora e exporta gás através de uma plataforma flutuante, designada Coral Sul desde 2022, buscando, ainda, replicar a mesma plataforma para o projecto Coral Norte. Aliás, para além destes dois projectos desenvolvidos em águas profundas, espera-se e deposita-se mais expectativas no projecto da TotalEnergies, avaliado em 20 mil milhões de dólares, que vai explorar gás em terra em Afungi, Bacia do Rovuma, Cabo Delgado.
Deste modo, todos estes projectos vão colocar a região e o continente como um importante “player” no mundo no que diz respeito ao GNL.
“Nós basicamente concluímos as discussões comerciais. Agora estamos a discutir apenas o marco legal deste acordo”, disse o ministro tanzaniano, Kitila Mkumbo.
O ministro explicou ainda que uma estrutura legal específica era necessária uma vez que o valor do projecto representa o maior investimento para o país.
A Equinor e a Shell são operadores conjuntos do megaprojecto de gás, que desbloquearia 47,13 triliões de pés cúbicos de depósitos de gás natural, enquanto a Exxon Mobil, Pavilion Energy, Medco Energi e a empresa nacional de petróleo da Tanzânia TPDC são parceiras.







