Moçambique gastou 1,142 milhões de dólares americanos na importação de combustíveis durante o ano transacto, uma factura que regista uma queda pelo terceiro ano consecutivo.

De acordo com um relatório estatístico do Banco de Moçambique, com informação de Janeiro a Dezembro de 2025, deste total, só em gasóleo, o país aplicou 771,6 milhões de dólares, e em gasolina o equivalente a 326,7 milhões de dólares.

Globalmente, o valor das importações de combustíveis caiu cinco por cento em 2025, face aos 1,198 milhões de dólares em 2024, que já então tinha sido o valor mais baixo desde a pandemia de Covid-19, segundo dados do Banco Central, que compara ainda com os 1.417 milhões de dólares em 2023.

Estes valores, citados pela Lusa, ficam longe dos 1,966 milhões de dólares gastos com as importações de combustíveis em 2022.

Nos últimos dias, o país, sobretudo a província e Cidade de Maputo, têm enfrentado uma corrida às bombas de abastecimento de combustíveis devido a uma aparente escassez deste produto. O desespero de alguns automobilistas é alimentado ainda pelo facto de alguns pontos de abastecimento terem encerrado as suas actividades ou limitado o abastecimento do recurso a mil meticais por pessoa, conforme ronda constatada pelo Gasoduto no fim-de-semana.

Entretanto, ainda assim, a Associação Moçambicana das Empresas Petrolíferas (AMEPETROL) desmentiu que o país enfrenta escassez de combustíveis, uma mensagem secundada pela Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, ambas em Comunicado de Imprensa.

Aliás, as autoridades referiram que entre semana transacta e hoje chegariam novos carregamentos no país para abastecer o mercado.

Refira-se que a agitação em torno dos combustíveis é movida pelo conflito no Médio Oriente, iniciado a 28 de Fevereiro, que envolve os aliados Estados Unidos da América e Israel ao Irão.

O conflito está a afectar a circulação de carregamentos de navios pelo estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa diariamente cerca de 20 por cento do petróleo usado diariamente em todo o mundo. Estes factos geraram efeitos conjugados de escassez da fonte energética e o agravamento do respectivo preço em determinados mercados.

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