A corrida às bombas de abastecimento de combustíveis verificada na última sexta-feira, 27 de Março, justificada pela alegada ameaça de escassez e aumento do preço, duplicou o consumo da gasolina e gasóleo na Cidade de Maputo.

Com o efeito, contrariamente aos habituais dois milhões de toneladas de gasolina e gasóleo de necessidades diárias, o consumo ascendeu para quatro milhões de toneladas naquele dia.

De acordo com o Porta-voz do Governo, Amílcar Tivane, que falava à Imprensa esta semana, a situação causou stress sobre toda a cadeia de distribuição, desde os terminais até ao retalho, razão pela qual algumas bombas, a dado momento, já não tinham os referidos produtos para comercializar.

“É natural. Estamos num mercado competitivo. Há bombas que esgotaram a quantidade de combustível nos seus reservatórios, outras continuaram a fornecer, mas em termos líquidos, o mercado tem disponibilidade”, afirmou.

Referiu que em Nampula, onde as necessidades de consumo diárias são de um milhão de toneladas, a situação também está sob controlo, o mesmo para a cidade da Beira, com necessidade de 600 mil litros.

No entendimento do também Secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, a situação foi motivada por factores psicológicos.

Entretanto, assegurou que o Governo tem acompanhado as dinâmicas do mercado.
Recorde-se que na semana finda, informações informais apontavam para a escassez destes produtos, devido a alegada fragilidade no abastecimento interno devido ao conflito no Médio Oriente, provocando uma corrida às bombas por parte dos automobilistas.

Como consequência, algumas bombas não conseguiam responder a demanda, tendo outras optando por restringir o abastecimento ao máximo de mil meticais por cliente.

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