O Malawi vendeu ouro das suas reservas internacionais e pediu ao Afreximbank um empréstimo de 120 milhões de dólares para financiar a compra de combustível.
A medida tem em vista responder à crise pelos produtos petrolíferos que afecta vizinho e cujas importações passam pelos portos moçambicanos, principalmente da Beira e Nacala.
A informação foi partilhada pelo grupo de media Nation Publications, antes de ontem, quarta-feira (22), citando o Ministro da Informação do país vizinho, Shadric Namalomba.
O dirigente disse que a guerra do Médio Oriente, envolvendo os aliados Estados Unidos da América e Israel ao Irão, piorou a escassez de divisas no país. Assim, acrescentou, os fornecedores de combustíveis exigiam pagamentos em numerário.
“Vendemos parte do Ouro que o RBM (Reserve Bank of Malawi) abasteceu e tirou (a) parte do forex da venda de Ouro para pagar 30 milhões de dólares para que tenhamos combustível colectado dos portos”, disse Namalomba, segundo a Nation.
Namalomba disse ainda que o Governo esperava que o Afreximbank disponibilizasse 120 milhões de dólares dentro de uma semana para ajudar a aliviar os défices enfrentados.
Desde o início da guerra no Médio Oriente, Malawi tem sido gravemente afectado pela escassez de combustível, com os poucos postos de abastecimento com disponibilidade a registarem longas filas de automobilistas e peões com garrafões em mãos a espera, também de abastecerem para diversos fins.
Fotos: nyasatimes.com e goldmarket.fr








