O Executivo moçambicano, em parceria com os seus parceiros, está a elaborar um plano de acção para a implementação de um projecto piloto de produção e mistura de biocombustíveis em produtos petrolíferos, numa iniciativa que conta com o envolvimento de todos os sectores intervenientes na cadeia de valor de biocombustíveis.
A posição foi tornada pública pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, falando hoje, em Maputo, durante a abertura do Seminário Nacional de Biocombustíveis que destacou a importância da diversificação da matriz energética nacional para evitar a total dependência da importação de combustíveis fósseis, cujos preços estão sujeitos a volatilidade por factores fora do controlo do Governo.
Na sua intervenção, Estêvão Pale destacou que o desafio do Executivo não é ter o país apenas a produzir biocombustíveis, mas criar uma verdadeira cadeia de valor nacional com agricultores, indústria, laboratórios, transportadores, distribuidores, instituições financeiras, reguladores, centros de investigação, universidades e parceiros da cooperação.
A aposta nos Biocombustíveis surge numa altura em que o país está a tentar recuperar-se do impacto do agravamento dos preços dos combustíveis fósseis, totalmente importados, que foram negativamente afectados por uma combinação de factores.
O primeiro foi a eclosão da guerra no Irão, iniciada pelos aliados Estados Unidos da América e Israel e que geroi o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa 20 por cento do petróleo usado diariamente. O outro é a persistente crise da falta de divisas na banca comercial, fundamental para os importadores de combustíveis emitirem garantias de modo a receberem, nos portos nacionais, dos produtos petrolíferos.







