A TotalEnergies e os seus parceiros vão investir 10 mil milhões de dólares em Angola, ao longo dos próximos cinco anos, anunciou o presidente e director-presidente da multinacional francesa, Patrick Pouyanné, na Conferência e Exposição Angola Oil & Gas (AOG) 2026 que terminou ontem, quinta-feira, em Luanda, numa altura em que a empresa se prepara para colocar em funcionamento novas unidades de produção e expandir a exploração em todo o país.

“Nos próximos 5 anos, vamos investir 10 mil milhões de dólares com os nossos parceiros em Angola em diferentes projectos”, afirmou Pouyanné.

Segundo o portal Angola Oil & Gas, este compromisso de investimento surge num momento em que Angola procura manter a produção petrolífera através de novas descobertas, investimento em campos maduros e exploração em zonas de fronteira.

De acordo com Pouyanné, a TotalEnergies produz actualmente cerca de 450 000 barris por dia (bpd) em Angola. A empresa detém também uma participação de 10 por cento no Bloco 0, onde a Chevron anunciou recentemente mais uma descoberta no poço de exploração 105-4X.

O Bloco 0 constitui a base da estratégia mais ampla da Chevron em Angola, que visa aumentar a produção a partir das áreas de exploração maduras do país.

A TotalEnergies está também a preparar o seu próximo ciclo de exploração. Patrick Pouyanné comprometeu-se a comercializar futuras descobertas na sequência da prorrogação do Bloco 32. A empresa vai ainda lançar uma nova iniciativa de inteligência artificial (IA) para as geociências, sendo Angola o primeiro mercado onde esta será implementada.

“Vamos anunciar uma iniciativa de grande envergadura no domínio da IA aplicada às geociências e iremos aplicá-la, em primeiro lugar, em Angola”, afirmou.

Com milhares de milhões de dólares em novos investimentos, novas descobertas e decisões de perfuração a avançar tanto em áreas maduras como em áreas de fronteira, as principais operadoras internacionais de Angola aproveitaram a AOG 2026 para sinalizar que o crescimento da exploração e da produção continua firmemente no centro das suas estratégias de longo prazo.

Por sua vez, o ministro angolano dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou que os recentes sucessos na exploração demonstram o potencial ainda existente nas bacias do país.

“Algumas pessoas pensavam que o petróleo tinha acabado, mas ainda aqui está e continuará aqui”, afirmou Diamantino Azevedo, destacando uma descoberta feita pela Sonangol no Bloco 24 este ano e uma nova descoberta da ExxonMobil, no poço Vicango East-01, no Bloco 15, ao mesmo tempo que reiterou as expectativas de que a produção comece no projecto de desenvolvimento de Kaminho, liderado pela TotalEnergies, no Bloco 20/11, em 2028.

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