O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta terça-feira (27), a estabilidade dos mercados para os produtores de gás mundiais como Moçambique.

Na perspectiva do estadista moçambicano, que falava na Rússia, no quadro do Fórum dos Países Exportadores de Gás, a soberania energética de uns não pode ser construída à custa da insegurança energética de outros.

Neste sentido, Daniel Chapo avançou que os consumidores precisam de fornecedores fiáveis, partindo do pressuposto de que todos os actores precisam de relações de confiança.

“A realidade internacional actual ensina-nos uma lição fundamental: nenhum país pode construir a sua segurança energética isoladamente”, assinalou o Chefe de Estado.

Na ocasião, defendeu o reforço do diálogo e da cooperação internacional, para que o gás natural continue a desempenhar o seu papel no abastecimento energético mundial, estabilidade das economias e na promoção do desenvolvimento mundial.
Referiu que mais do que uma mercadoria estratégica, o gás deve constituir uma ponte de entendimento e prosperidade entre as nações.

Sublinhou que a energia deixou de ser apenas uma questão económica ou tecnológica, para se afirmar como um segmento existencial central para a segurança mundial, estabilidade das economias e o futuro do desenvolvimento dos países e povos.


“A verdadeira soberania energética de África não estará apenas na posse das suas reservas, mas também na capacidade de as transformar, dominar as tecnologias da sua exploração e participar nas decisões sobre o futuro energético mundial”, enfatizou.

Explicou que as transformações do mercado mundial estão a abrir uma nova página na geografia energética internacional, razão pela qual o continente, com as suas importantes reservas de gás natural, está a conquistar um espaço crescente no abastecimento global.

Daniel Chapo destacou que Moçambique está a consolidar a trajectória da exploração do gás com o desenvolvimento de novos projectos estruturantes na Bacia do Rovuma.

Considerou que este sector faz parte de um conjunto de investimentos que vão mudar o país, continente e o mundo.

“Quando estes empreendimentos estiverem plenamente operacionais nos próximos anos, Moçambique poderá alcançar uma capacidade de exportação superior a 35 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano, afirmando-se entre os produtores relevantes do mercado internacional”, finalizou.

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