A Ministra das Finanças, Carla Louveira, garante que o Fundo Soberano vai ser gerido com os mais altos padrões internacionais com vista a torna-lo numa ferramenta de estabilidade macroeconómica.
Falando recentemente durante um encontro sobre a implementação do Fundo Soberano, a gestão desta conta onde são depositados os ganhos dos recursos naturais, Louveira disse que a mesma deve resultar na transformação estrutural e desenvolvimento sustentável do país.
A titular da pasta das Finanças considerou que o Fundo Soberano não deve ser encarado apenas como uma reserva financeira do Estado, tendo em conta que é um mecanismo estratégico para a política pública, com impacto directo na credibilidade financeira do país.
Referiu que a conta é, igualmente, importante na resiliência da economia nacional face aos choques externos e capacidade de financiar prioridades estruturantes para o desenvolvimento.
Sublinhou que a implementação do Fundo Soberano exige coordenação institucional permanente, fortalecimento contínuo das capacidades técnicas nacionais e compromisso colectivo com os princípios de boa governação e responsabilidade pública.
A Conta do Fundo Soberano recebeu o correspondente a 12,5 milhões de dólares norte-americanos (o corresponde a pouco mais de 900 milhões de meticais), durante o primeiro trimestre do ano em curso, num contexto marcado pelo reforço da estabilidade macroeconómica através da gestão das receitas do gás natural.
Neste mesmo período em análise, o Estado arrecadou 19,14 milhões de dólares norte-americanos em receitas provenientes da exploração e produção de Gás Natural Liquefeito (GNL), o que representa aproximadamente 41,56 por cento da quota anual prevista para à Conta Única do Tesouro (CUT).
Para a CUT foi estimada uma verba na ordem de 46,06 milhões de dólares e cerca de 24,94 por cento da receita total anual projectada do sector, avaliada em 76,77 milhões de dólares.
Entretanto, um recente estudo do Standard Bank perspectiva que, até 2056, o Fundo Soberano de Moçambique poderá acumular um saldo real de até 81 mil milhões de dólares americanos, proporcionando uma importante reserva financeira para as gerações futuras.
Até a data referenciada, espera-se que, para além das plataformas flutuantes, o país já tenha operacionais os projectos da Área 1 e 4 da Bacia do Rovuma, mormente os operados pelas multinacionais francesaTotalEnergies e norte-americana ExxonMobil.








