O Estado moçambicano espera arrecadar receitas na ordem de 2,9 mil milhões de meticais, proveniente do petróleo e gás natural.
A referida verba deverá ser alocada ao investimento doméstico estratégico em infra-estruturas de áreas prioritárias.
As perspectivas foram avançadas pelo Governo, através de um relatório de perspectivas de desempenho das actividades do Estado para o ano em curso a que o Gasoduto teve acesso.
“Para o exercício económico de 2026, as receitas provenientes do petróleo e gás, destinadas ao Plano Económico e Social e Orçamento do Estado, são estimadas em 2.945 milhões, devendo ser alocadas ao investimento doméstico estratégico em infra-estruturas de áreas prioritárias, de acordo com o estabelecido na Lei n.° 1/2024, de 9 de Janeiro”, lê-se no documento.
Nos primeiros três meses do ano em curso, a cobrança da receita do Estado atingiu, 81.536,3 milhões de meticais.
Na mesma sequência, a conta do Fundo Soberano recebeu o correspondente a 12,5 milhões de dólares norte-americanos, durante o primeiro trimestre do ano em curso, num contexto marcado pelo reforço da estabilidade macroeconómica através da gestão das receitas do gás natural.
O Estado arrecadou 19,14 milhões de dólares norte-americanos em receitas provenientes da exploração e produção de Gás Natural Liquefeito (GNL), o que representa aproximadamente 41,56 por cento da quota anual prevista para à Conta Única do Tesouro (CUT).
A composição destas receitas evidencia uma forte predominância do Petróleo-Lucro do Estado, que atingiu aproximadamente 12,2 milhões de dólares, representando 63,7 por cento do total arrecadado no período. Este comportamento confirma que a estrutura fiscal do projecto permanece fortemente dependente da evolução do mecanismo de recuperação de custos, o qual influencia directamente o volume de petróleo-lucro disponível para partilha com o Estado.







