A recém-nomeada directora-geral da ExxonMobil em Moçambique, Johanna Boothey, reafirmou o comprometimento da empresa na materialização do projecto de exploração de gás natural na Área 4, da Bacia do Rovuma, na nortenha província de Cabo-Delgado.

A garantia foi transmitida na última sexta-feira, no quadro de uma audiência concedida pelo Chefe de Estado, Daniel Chapo, à representante da multinacional americana no país.

A directora-geral da ExxonMobil disse que, no decurso da audiência, transmitiu ao Presidente da República o encorajamento da multinacional relativamente aos progressos alcançados no Projecto Rovuma, considerado de importância estratégica tanto para Moçambique como para a empresa explorado e os seus parceiros.

“Eu pude expressar que a ExxonMobil está empolgada pelo progresso que fizemos no projecto Rovuma. É um projecto muito significativo para o país e para a ExxonMobil. Fomos muito encorajados pela recepção que tivemos e fizemos um compromisso de trabalharmos juntos com o Governo para conseguir trazer este projecto importante para frente, para o benefício de Moçambique”, disse a gestora após encontro com o estadista moçambicano.

Johanna Boothey destacou o ambiente de cooperação existente com o Governo moçambicano e reiterou o compromisso da empresa de continuar a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades nacionais para impulsionar a concretização deste empreendimento, cujos benefícios terão impacto significativo no desenvolvimento económico e social do País.

O projecto da ExxonMobil, que ainda aguarda o anúncio da Decisão Final de Investimento (FID, na sigla em Inglês), prevista para o segundo semestre deste ano, terá um impacto social e financeiro para o país.

De acordo com um recente análise do Standard Bank em parceria com a consultora Conningarth Economists, esta iniciativa promete adicionar 11 mil milhões de dólares americanos ao Produto Interno Bruto (PIB).

Ademais, considera-se, igualmente, que o Estado poderá obter quatro mil milhões anuais em receitas, verbas que prometem reforçar as contas públicas e a capacidade do país cumprir com os seus compromissos e investir.

Do ponto de vista social, o projecto tem o potencial de gerar 151 mil empregos ao longo da cadeia de valor do gás

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