A empresa Electricidade de Moçambique (EDM) registou uma redução de 1,8 pontos percentuais na facturação de energia em 2025, tendo alcançado a cifra de 7 327 Gigawatts/hora (GWh), contra 7 464 registada em 2024.

De acordo com a EDM, este desempenho resultou do impacto das manifestações pós-eleitorais, registadas entre finais de 2024 e princípio de 2025, que forçaram o encerramento de actividades dos grandes consumidores e, consequemente, a queda da demanda de energia eléctrica.

Através do seu relatório e contas divulgado, semana finda, a produtora e distribuidora de energia, apontou que o volume de negócios observou, simultaneamente, uma queda de 1,5 por cento devido à influência da diminuição da energia facturada a nível interno, redução das exportações, incluindo factores climáticos adversos.

Com o efeito, o volume de negócios atingiu 58,7 milhões de meticais, contra 59,6 milhões registados em 2024.

O documento, a que o Gasoduto teve acesso refere, igualmente, que o nível de perdas totais de energia eléctrica fixou-se em 24,7 por cento, contra 24,1 registado em 2024.

Justifica-se que este crescimento deveu-se aos constrangimentos operacionais, nomeadamente: a redução da actividade inpectiva para combater as perdas não técnicas, no contexto das manifestações pós-eleitorais, bem como limitações estruturais associadas à obsolescência das redes e à escassez de divisas para a aquisição de materiais visando à reabilitação das infra-estruturas eléctricas.

Segundo uma mensagem do presidente da EDM, Joaquim Ou-Chim, em toda a trajectória das operações da empresa, verificaram-se desafios, entre estruturais e conjunturais, oportunamente superados graças à implementação de estratégias de gestão robustas, assentes em práticas operacionais rigorosas e numa observação permanente e sem reservas ao princípio de boa governação corporativa.

“Esta postura tem sido fundamental para garantir o contínuo avanço de projectos nas áreas de produção, transporte, distribuição e comercialização de energia eléctrica de qualidade, para potenciar a industrialização nacional e atender às necessidades domésticas”, lê-se.

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