A Petrobras registou um lucro líquido de 16,6 biliões de dólares americanos, no primeiro semestre do ano em curso, um resultado que representa um aumento de 55,3 por cento em relação aos 10,7 biliões obtidos no mesmo período de 2025. Para o efeito, a receita de vendas cresceu 35,7 por cento, para 57,1 biliões de dólares.

Segundo o Portal 360, somente no segundo trimestre, o lucro líquido atribuído aos accionistas da Petrobras somou 10,4 biliões, aumento de 120,3 por cento ante o mesmo período de 2025 e incremento de 68,2 por cento em relação aos três primeiros meses de 2026.
Segundo a empresa estatal brasileira, o desempenho foi impulsionado pelo aumento da produção, pelo maior volume exportado e pela valorização do petróleo.

A companhia também citou o avanço da produção própria de derivados, que permitiu reduzir as importações de combustíveis refinados. A estratégia aumenta a margem da companhia, que é a principal fornecedora de derivados no mercado interno brasileiro.

A produção total de petróleo, LGN (líquidos de gás natural) e gás natural da Petrobras cresceu 15,1 por cento no 1º semestre, de 2,851 milhões para 3,281 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Considerando só petróleo e LGN produzidos no Brasil, o aumento foi de 15,7 por cento, para 2,636 milhões de barris diários.

A entrada em operação da plataforma P-79 é citada no relatório. A unidade é capaz de produzir 180 mil barris de petróleo por dia. Chegou ao campo de exploração de Búzios em Fevereiro deste ano.

O portal considera ainda o aumento da produção como oportuno dado o elevado preço do barril de petróleo. A guerra no Médio Oriente e as restrições à circulação de navios pelo estreito de Ormuz reduziram a disponibilidade de petróleo do Oriente Médio e elevaram as cotações internacionais da commodity.

Neste sentido, a estatal vendeu óleo cru a um preço médio de 104,52 dólares por barril no segundo trimestre, incremento de 54,1 por cento em relação ao mesmo período de 2025. Na média do semestre, o preço ficou em 92,57 por cento, avanço de 29 por cento na comparação com o mesmo período no ano passado.

A estatal também lida com uma reconfiguração global no mercado. Segundo a própria Petrobras, a alta do preço do Brent reduziu a demanda chinesa pela commodity. As exportações da empresa para a China caíram cerca de 37 por cento do primeiro para o segundo trimestre.

A participação do país nos embarques recuou de 62 para 35 por cento. A estatal atribuiu o movimento à tentativa chinesa de proteger-se contra os elevados preços do barril.

O país, que é o maior comprador de petróleo do planeta, tem stocks da commodity que são utilizados em momentos de crise. Por ora, a diminuição das compras chinesas foi compensada pela Petrobras com a ampliação dos embarques para outros mercados. A participação da Índia subiu de 15 para 22 por cento entre o primeiro e o segundo trimestre.

A fatia da Europa aumentou de oito para 18 por cento, enquanto os demais países asiáticos, excluídas China e Índia, passaram de oito para 14 por cento.

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