A Petrobras anunciou esta semana a redução em 14,2 por cento do preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, sendo a primeira queda após três meses de aumentos.
A Petrobras comercializa o combustível produzido nas suas refinarias ou importado exclusivamente para as distribuidoras, responsáveis pela venda às companhias aéreas e demais consumidores finais nos aeroportos.
Segundo a estatal brasileira, a redução “reflecte a atenuação da alta [subida] das cotações internacionais do combustível” provocada pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente.
A redução representa uma queda de 0,93 centavos de reais por litro relativamente ao valor praticado em Maio, o equivalente a 11.25 meticais na cotação actual da moeda.
Apesar do recuo mensal, o preço do QAV acumula uma subida de 54,5 por cento em 2026, correspondente a um aumento de 1,98 reais (24.75 meticais) por litro na comparação com o valor vigente em Dezembro de 2025.
A Petrobras destacou que, desde Dezembro de 2022, o combustível regista uma queda real de 5,8 por cento, equivalente a uma redução de 0,34 centavos de reais por litro (3.75 meticais), quando considerada a inflação acumulada no período.
A empresa afirmou que a formação de preços do QAV no mercado brasileiro segue uma fórmula paramétrica contratual que funciona como amortecedor de curto prazo para as oscilações internacionais.
Segundo a estatal, os reajustes observados desde o início do actual conflito no Médio Oriente “foram superiores nos principais mercados internacionais” comparativamente aos praticados no Brasil.
De acordo com o artigo publicado pela Lusa, a Petrobras informou ainda que vai manter em Junho o programa de parcelamento dos reajustes do combustível destinado às distribuidoras.
Pelo mecanismo, implementado em Abril, as empresas podem pagar uma parcela menor do reajuste no momento da compra e quitar o saldo remanescente em seis prestações mensais.
“Esta medida contribui para diluir o impacto financeiro ao longo do tempo, favorecendo a adaptação gradual às novas condições de mercado”, informou a estatal brasileira em comunicado às distribuidoras.
A estatal também informou que os volumes de QAV solicitados pelas distribuidoras para Junho foram confirmados, assegurando o abastecimento nos polos de atendimento.
A empresa realçou que o mercado brasileiro de querosene de aviação é aberto à concorrência e não possui restrições legais, regulatórias ou logísticas para a atuação de outros produtores ou importadores.







