A multinacional petroquímica sul-africana SASOL não confirma informações segundo as quais a exploração de gás nos campos de Pande e Temane, nos distritos de Govuro e Inhassoro, na região norte da província de Inhambane, será encerrada em 2034 em decorrência do esgotamento das respectivas reservas.

A posição foi reafirmada semana finda por Mateus Mosse, Director das Relações Corporativas da SASOL, durante um encontro com jornalistas moçambicanos e um estrangeiro (português) que, durante três dias, visitaram as duas plantas de exploração de gás em Pande e Temane e, ainda, inteiraram-se dos vastos programas de responsabilidade social levados a cabo pela empresa.

De acordo com a fonte, as informações segundo as quais a SASOL vai suspender as suas operações na sequência do esgotamento das reservas de gás natural não constituem à verdade.

O gestor acrescentou que as mesmas se fundam na lógica contratual que prevê, isso sim, o final, em 2034, da execução de um dos contratos assinados em 2000 entre a SASOL e o governo moçambicano – Oo Acordo de Produção de Petróleo (PPA).

Esse contrato prevê existência cerca de 4.5 triliões de pés cúbicos (Tscf) in-situ, dos quais cerca de 3.5 recuperáveis.

Assim, de acordo com a fonte, em 22 anos de actividade, no contrato em alusão já terá sido explorados 3.1 Tscf, o que significa que, até 2034, altura em que chega ao fim, há ainda a garantia de exploração da quantidade remanescente.

Só que, acrescenta Mateus Mosse, antes mesmo de 2034, a SASOL iniciou a execução de um segundo contrato, o Contrato de Partilha de Produção (PSA), igualmente assinado em 2000, mas com duração de 25 anos, com produção destinada ao mercado nacional para a produção de energia eléctrica e gás de cozinha..

Isso significa que, o contrato cuja exploração iniciou em 2025 tem o seu término em 2050.

Este segundo contrato explora gás que ocorre nos distritos de Govuro, Inhassoro e Vilankulo. Neste último, a SASOL explora desde o ano passado, para além de gás natural, igualmente petróleo leve.

Esse produto é totalmente exportado por o país ainda não ter condições para a sua refinação para posterior uso internamente.

Foto_2: Mateus Mosse, o primeiro a esquerda da fotografia, interagindo com jornalistas num do campos de gás de Temane

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