A directora Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis fala da existência de situações de descaminho do combustível em trânsito e introdução no mercado doméstico para comercialização a preços inferiores.
Falando recentemente na Ponta de Ouro, Distrito de Matutuine, Província de Maputo, no quadro do XI Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), Felisbela Cunhete disse que as mesmas situações verificam-se porque o combustível em trânsito beneficia de impostos reduzidos, o que se vê como vantajoso para venda em solo nacional pelos actores destas mesmas acções.
Neste sentido, explicou que esta prática acaba por estabelecer uma concorrência desleal e uma perturbação no sistema.
Entretanto, apontou que as autoridades policiais já foram comunicadas, estando a trabalhar para mitigar estas situações.
Na mesma ocasião, referiu que as crises de abastecimento de combustíveis, verificadas nos últimos dias, já foram controladas. Ademais, apontou que estes focos de crises verificados não resultam necessariamente da guerra no Médio Oriente, mas de factores internos que se notam em falhas na distribuição.
“Nas últimas semanas passamos por focos de escassez, mas conseguimos controlar. Nós temos um programa de controlo daquilo que é o combustível que deve entrar para o mercado doméstico e esse programa permite-nos ter este controlo”, disse.
Nas últimas semanas foram reportadas situações de falta de combustível em Maputo, Niassa, Cabo Delgado. Sobre o assunto, o Governo reconheceu a existência destas situações, principalmente em Maputo, mas avançou que não tinha elementos que ajudassem a compreender a situação.
Neste sentido, segundo Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo, o Executivo estava a analisar a situação.
“O Governo ainda está a fazer uma análise para perceber o que se está a passar efectivamente para que esteja a iniciar uma segunda vaga de escassez. Nós vamos nos informar ainda”, disse na altura.







