O Presidente da República, Daniel Chapo, considerou hoje que a retoma efectiva dos trabalhos da TotalEnergies, em Afungi, Cabo Delgado, depois da paralisação em 2021, vai gerar, de forma imediata, benefícios económicos e sociais para o país.
Alguns destes benefícios incluem a contratação de cerca de 17 mil trabalhadores, na fase de construção do empreendimento, com prioridade para a mão-de-obra moçambicana, em particular para os residentes da província de Cabo Delgado.
Durante uma cerimónia que marcou o pleno arranque das actividades da petrolífera francesa, depois do levantamento da cláusula de “Força Maior”, devido a melhoria das condições de segurança,
Daniel Chapo apontou que, neste momento, existem mais de cinco mil trabalhadores, dos quais cerca de 80 por cento são moçambicanos, e mais de 40 por cento
de Cabo Delgado.
Entretanto, elucidou que o sucesso deste empreendimento não se medirá apenas pela sua dimensão económica, mas, sobretudo, pela capacidade colectiva dos moçambicanos, de conduzi-lo com responsabilidade, competência, humildade, visão estratégica e compromisso com o interesse nacional.
O Projecto de Gás Natural Liquefeito da Área 1, da Bacia do Rovuma, o Mozambique LNG, é liderado pela Total e prevê um investimento de pouco mais de 20 mil milhões de dólares, traduzindo-se como o maior do país.
Aliás, o projecto Mozambique LNG é um dos de maior dimensão em África, com uma capacidade anual prevista de produção de cerca de 13,12 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito (GNL), ao longo de um período de cerca de 25 anos, assente na instalação de duas unidades (trains) de liquefação em terra.
Ao longo do seu ciclo de vida, estima-se que o projecto Mozambique LNG possa gerar receitas para o Estado moçambicano na ordem de Trinta e cinco mil milhões de dólares, provenientes de impostos, petróleo-lucro e outros instrumentos fiscais, contribuindo, de forma decisiva, para o financiamento do desenvolvimento nacional.
A cerimónia que marcou o inicio dos trabalhos da Total, contou com as presenças de representantes do Governo e Ceo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné.

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