O Israel diz que tem noção de que a continuidade da guerra que trava contra o regime do Iraque desde o passado dia 28 de Fevereiro pode significar um cada vez maior aumento do preço do petróleo no mercado mundial, mas, mesmo assim, não vai interromper as suas acções porque o que está em jogo é a sua própria existência.
A informação esta segunda-feira, 16 de Março, pelo Major Rafael Rozenszajn, das Forças de Defesa de Israel (FDI) e porta-voz da instituição em português, durante um breefing com jornalistas de países africanos de expresão portuguesa.
Na ocasião, Rafael Rozenszajn disse que “não é que Israel não se importe com o preço do petróleo, mas o que está em causa é o futuro existencial de Israel que está em jogo”.
– O Irão estava no final de um processo de fabrico de 11 bombas atómicas. Então, nós atacamos para prevenir que usasse essas bombas contra o nosso terrítório e povo – disse Rafael Rozenszajn.
De acordo com o militar, “mesmo sabendo que o preço do petróleo possa aumentar, Israel vai continuar a combater o regime de Irão, porque não tem outra opção.”.
Alargando a justificativa da ofensiva de Israel contra vários outros alvos do Médio Oriente, nomeadamente os grupos armados do Hezzbollah, Hamas e os rebeldes houthis, Rafael Rozenszajn disse que os mesmos são proxies do Irão, a quem os treina e financia para, depois, atacar o Estado hebraico.
“O Isreal não faz fronteira com o Irão, mas o Irão faz fronteira com Israel por via dos grupos terroristas no Líbano (Hezbollah), Faixa de Gaza (Hamas) e Iémen (Rebeldes Houthis). Esses grupos são treinados e financiados pelo Irão. Ou seja, o Irão se esconde por trás dos proxis e ataca Israel que, por isso mesmo, tem direito a se defender”, acrescentou.
Recorde-se que na sexta-feira do dia 27 dee Fevereiro, um dia antes do início da guerra movida pelos aliados Israel e Estados Unidos da América contra Irão, cuja primeira maior consequência foi a morte do líder supremo do país, Ayatollah Ali Khamenei ede altas patentes militares, o preço de barril de crude fechou a negociar em torno de USD 67, 25 o barril, na praça de Nova Iorque (WTI Crude) e em USD 73,20 na praça de Londres (Brent Crude).
Mais de duas semanas depois, o barril de petróleo para entrega em Maio custa acima de 94 e 100 dólares respectivamente nas praças de Nova Iorque e Londres.
O agravamento deve-se ao encerramento, pelo Irão, do Estreito de Ormuz, por onde passa, diariamente, pouco mais de 20 por cento do petróleo usado em todo o mundo.








