A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) registou uma queda de quase 30 por cento na produção de petróleo no transacto mês de Março.

O Fundamento deste comportamento está relacionado com o impacto do conflito no Médio Oriente, que envolve os aliados Estados Unidos da América e Israel ao Irão, que tem criado restrições de navegação no Estreito de Ormuz, responsável pela transição de 20 por cento dos produtos petrolíferos do mundo.

Os países mais afectados pela Guerra no Irão, iniciada em 28 de Fevereiro, foram o Iraque e os demais países do Golfo Pérsico, nomeadamente Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã.

Com o efeito, os indicadores apontam para uma queda de cerca de 8 milhões de barris diários, representando uma descida de 27,5 por cento em relação ao comportamento verificado em Fevereiro.

Segundo os cálculos, o Iraque foi o mais afectado, com as extracções a caírem para 1,62 milhões de barris diários, menos 2,5 milhões de barris diários do que em Fevereiro. Por sua vez, o Kuwait viu a sua produção cair para menos de metade, tendo passado de 2,58 milhões de barris diários para 1,21 milhões de barris diários.

A Arábia Saudita deixou de fornecer 2,3 milhões de barris diários (10,1 milhões de barris diários em Fevereiro e passou a 7,8 milhões de barris diários em Março), enquanto que os Emirados Árabes Unidos reduziram 1,5 milhões de barris diários (3,4 milhões de barris diários em Março para 1,9 milhões de barris diários em Fevereiro).

De acordo com a Lusa, um relatório da OPEP indica que Março reflecte o impacto da guerra.

O relatório sublinha que “os acontecimentos a leste do Suez”, numa alusão ao bloqueio de Ormuz e os ataques iranianos às instalações da indústria petrolífera de vários países da região, causaram quedas drásticas na produção da Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Iraque e, em menor medida, no próprio Irão.

Em sentido inverso e do outro lado do globo, na América do Sul, a Venezuela aumentou ligeiramente a sua produção.

A queda na produção de petróleo pela OPEP continuará a ter impacto na oferta das fontes energéticas a médio prazo, seguindo afectada, também, pela ausência de um acordo que ponha fim efectivo à guerra no Médio Oriente.

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