Os custos dos combustíveis em alguns países africanos têm estado a aumentar, nos últimos dias, à medida que a guerra que envolve os Estados Unidos da América e Israel, ao Irão afecta os preços globais do petróleo e ameaçam provocar uma inflação em todo o continente.
Este aumento resulta, em grande medida, da dependência na importação dos produtos petrolíferos.
Um dos casos é do Malawi que impôs aumentos acentuados, elevando os preços da gasolina em 34 por cento, passando a custar 6,672 kwacha (3,89 dólares, o equivalente a 255,00 MT) por litro. Em relação ao diesel, o aumento foi de 35 por cento, passando a custar 6,687 kwacha por cada litro.
Estes preços, recorde-se, entraram em vigor na passada quarta-feira, 1 de Abril corrente.
Por sua vez, a Autoridade Reguladora de Utilidade de Energia e Água da Tanzania estabeleceu um novo limite de preço da gasolina de 3,820 xelins (1,49 dólares, o equivalente a 96,85 MT) por litro em Dar-es-Salaam, um aumento de 33 por cento em relação a Março. O diesel também subiu 33 por cento, para 3.802 xelins.
De acordo com a CNBC, as autoridades do Botswana e do Mali também anunciaram aumentos acentuados no preço dos combustíveis.
Em Gana, a Autoridade Nacional de Petróleo aumentou os picos de preços mínimos obrigatórios para a janela de preços de 1 a 15 de Abril, elevando os preços da gasolina em torno de 15 por cento para 13,30 cedis (1,21 dólares, o equivalente a 78,65 MT) por litro e o diesel em cerca de 19 por cento para 17,10 cedis.
O regulador disse que o fornecimento de combustível continua sendo adequado para atender às necessidades do país.
Na mesma sequência, a Mauritânia aumentou o custo da gasolina em 15,3 por cento e o diesel em 10 por cento. O Ministro de Assuntos Económicos, Abdallah Ould Souleymane, que comparou a situação com a crise do petróleo de 1973, disse que o Governo compensará o impacto sobre as famílias vulneráveis, aumentando o salário mínimo e fornecendo transferências de dinheiro para famílias de baixa renda.








