O ministro da Economia, Basílio Muhate considerou que o caos vivido no país, principalmente em Maputo, causado pela escassez de combustíveis resulta do baixo preço dos produtos petrolíferos aliado ao aumento exponencial do consumo ao nível doméstico.
A informação foi partilhada pelo ministro da Economia, Basilio Muhate, no parlamento durante a sessão de perguntas ao Governo que decorreu ontem e hoje.
Respondendo a perguntas dos parlamentares, o ministro contextualizou que na zona Sul, assiste-se, nos últimos dias, uma afluência anormal aos postos de abastecimento, apesar de há duas semanas o Governo ter levado a cabo um trabalho para normalizar a situação.
Esta afluência, sublinhou, está a resultar na pressão aos postos de abastecimento, sobretudo para o gasóleo.
“A distribuição do gasóleo duplicou, o que significa que as vendas deste combustível duplicaram devido ao abastecimento massivo que se verifica”, explicou.
Exemplificou que em determinados postos de combustíveis que, em uma semana, vendiam 40 mil litros, hoje estão a vender as mesmas quantidades em menos de 24 horas, o que mostra esta tendência de crescimento gritante.
Observou, igualmente, que a dificuldade para o abastecimento criou uma oportunidade para o sector informal que se posiciona nas bombas para abastecer com o objectivo de revender.
Para estes cenários, disse que a logística e distribuição não estão preparados, principalmente para reabastecer as bombas todos os dias.
Destacou, igualmente, que apesar de os navios estarem a descarregar combustiveis, a disponibilidade de divisas também limita a importação para periodos reduzidos.
Os pronunciamentos foram feitos na mesma sessão em que a Primeira-Ministra, Benvinda Levi admitiu que o reajuste do preço dos combustíveis é praticamente inevitável devido ao impacto e pressão do conflito no Médio Oriente.








