O ministro da Economia, Basilio Muhate disse que o Governo vai implementar algumas medidas temporárias para refrear o impacto do eventual reajuste do preço dos combustíveis, nos próximos dias, com o objectivo de proteger as famílias, principalmente mais desfavorecidas.
Uma das medidas vai contemplar o subsidio aos operadores de transporte público de passageiros, para evitar aumentos de grande nível das tarifas.
“Esta abordagem garante que a população, especialmente a mais vulnerável mantenha acesso ao transporte e a produtos essenciais sem sofrer muito com o impacto imediato desta crise”, disse o ministro aos parlamentares durante a sessão de perguntas ao Governo na Assembleia da República.
O titular da pasta da Economia referiu que para além destas intervenções mencionadas, pretende-se garantir a melhoria dos stocks e armazenamento dos produtos petrolíferos, incluindo a diversificação de fornecedores, visando minimizar riscos de escassez, especulação e rupturas de mercado. Acima de tudo, disse, pretende-se assegurar que o abastecimento seja regular e resiliente.
Simultaneamente destacou o trabalho já em curso para evitar o açambarcamento do mercado, em prejuízo da maioria.
“Há um trabalho que está a ser feito no sentido de reajustar o preço dos combustíveis. Há um reforço também da fiscalização para estancar o açambarcamento”, referiu.
Para conter o açambarcamento, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia está a fiscalizar juntamente com a Policia de Protecção de Moçambique.
“Há também uma série de medidas que estão a ser implementadas que incidem no controlo diário do abastecimento e stock das distribuidoras”, referiu.
Lembrou, também, da proibição da reexportação dos combustíveis e do envolvimento do Banco de Moçambique na interacção com a Banca comercial para o financiamento das aquisições do combustível.
“Reconhecemos que a volatilidade dos preços internacionais e os constrangimentos logísticos tem impacto directo sobre os moçambicanos principalmente para o transporte, alimentos e serviços essenciais no país, onde grande parte da economia depende do transporte rodoviário”, descreveu.
O ministro disse que todas estas medidas resultam do reconhecimento de que o aumento dos preços tende a pressionar a inflação e reduzir o poder de compra das famílias.








