A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em Julho terminou, na noite de ontem, terça-feira (12), a sessão no mercado de futuros de Londres em alta de 3,42 por cento, para os 107,77 dólares, o que foi atribuído ao aumento da tensão entre EUA e Irão.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 3,56 dólares acima dos 104,21 com que encerrou as transações na segunda-feira.
O Brent prosseguiu a tendência altista, depois de Donald Trump, presidente norte-americano ter qualificado como “totalmente inaceitável” a resposta do Irão à sua mais recente proposta de resolução da guerra e dito que o cessar-fogo, em vigor desde Abril, está em “estado de suporte vital”.
Neste contexto, a agência de informação energética dos EUA divulgou ontem que prevê que o Estreito de Ormuz possa ficar encerrado, pelo menos, até final de Maio, o que aumentou o receio dos investidores com um prolongamento das interrupções nos fornecimentos.
Esta passagem estratégica entre os golfos Pérsico e de Omã, por onde transita 20 por cento do fluxo marítimo de crude a nível mundial, permanece bloqueado desde 28 de Fevereiro, quando começou o ataque israelo-norte-americano ao Irão.
Lembre-se, a cotação do barril de petróleo Brent para entrega em Junho terminou recentemente, no mercado de futuros de Londres em alta de 2,75 por cento, para os 108,23 dólares.
A subida foi atribuída à suspensão das negociações entre EUA e Irão e à continuação do bloqueio do Estreito de Ormuz.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 2,90 dólares acima dos 105,33 com que encerrou as transações na sexta-feira.
O Brent manteve assim a tendência em alta da semana passada, perante a falta de avanço nas negociações irano-norte-americanas, depois de a Casa Branca ter cancelado a viagem para Islamabade dos seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner e de assim o ministro dos Negócios Estrangeiros ter saído do Paquistão sem se reunir com representantes dos EUA.
Este facto alerta para a continuidade de preços altos de produtos petrolíferos a médio prazo em Moçambique.







