O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou ontem, quarta-feira (29), que as suas forças impediram a passagem a 42 navios, no âmbito do bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, causando “prejuízos” significativos a Teerão.

O almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, que responde pelo Médio Oriente, Ásia CEntral e partes da Ásia do Sul, explicou que o bloqueio naval, que envolve mais de 200 aeronaves e mais de 25 navios, está a reter 41 petroleiros com 69 milhões de barris de petróleo que o regime iraniano não pode vender.

“Isto representa um prejuízo estimado em seis mil milhões de dólares, dos quais a liderança iraniana não pode beneficiar financeiramente. O bloqueio é altamente eficaz e as forças norte-americanas continuam totalmente empenhadas na sua completa aplicação”, acrescentou Cooper citado pela Lusa.

O bloqueio naval aos portos iranianos está em vigor desde 13 de Abril e, segundo os EUA, praticamente paralisou o comércio da República Islâmica.

A situação tem gerado constrangimentos no mercado energético, principalmente, tendo em conta que 20 por cento do petróleo de todo o mundo passa pelo estreito de Ormuz.

Assim, o conflito tem afectado a indústria de petróleo e gás, levando a uma escalada dos preços dos combustíveis, fortemente penalizadora a países importadores, tal como Moçambique.

Depois de Washington ter prorrogado o cessar-fogo acordado com o Irão em 8 de Abril, o impasse diplomático tem vindo a arrastar-se, com a falta da confirmação de uma segunda reunião presencial para tentar chegar a um acordo de paz, após um primeiro encontro na capital paquistanesa, Islamabad.

As autoridades da República Islâmica exigiram que Washington termine o bloqueio do Estreito de Ormuz como condição para o avanço das negociações sobre o fim do conflito.

Trump voltou a criticar o Irão por “não conseguir organizar-se” para negociar um acordo de paz.

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