O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e Energia (SINTIME) agendou, para esta semana, encontros com a administração da Mozal e o Governo para discutir as matérias relacionadas com o encerramento da fundidora de alumínio em Março bem como o processso de indemnização dos colaboradores.
Estes encontros são accionados pelo SINTIME num contexto em que a Mozal já iníciou o processo de indemnização dos trabalhadores, desde o princípio do mês em curso.
Segundo o Secretário-geral da SINTIME, Américo Pedro Macamo, o primeiro encontro, com a direcção da Mozal, foi agendado para transacta segunda-feira, esperando-se que até o final da semana, os representantes dos funcionários reúnam-se também com o Executivo.
A fonte disse que a pertinência destas discussões, reside no facto de os trabalhadores estarem ansiosos e preocupados com relação ao seu futuro, incluindo os procedimentos indemnizatórios.
Aliás, referiu que este desconforto ganhou tom depois de a empresa ter notificado o SINTIME em Dezembro sobre o início das indemnizações no corrente mês de Fevereiro, medida que pode afectar mil funcionários da Mozal e pouco mais de cinco mil, quando contados os prestadores de serviço da fábrica de alumínio, instalada no Parque Industrial de Beluluane, distrito de Boane, Maputo.
A incerteza face a continuidade da empresa depois de Março é originada pela falta de entendimento nas negociações para renovação do contrato de concessão de energia, um recurso fornecido pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) à Eskom que por sua vez canaliza para a Mozal. Os novos termos impõe um reajuste no custo de energia, mas a empresa não concorda referindo que o aumento vai prejudicar a tesouraria da mutinacional com acções detidas em 63,7 por cento pela South 32.
Entretanto, numa outra perspectiva, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, disse, semana finda, que o Governo continua a negociar com a Mozal para sua continuidade.







