Os Estados Unidos da América (EUA) vão libertar 172 milhões de barris de crude das suas reservas estratégicas, uma medida que tem em vista travar o custo dos combustíveis a nível global devido à guerra no Médio Oriente, iniciada a 28 de Fevereiro do ano em curso.
A iniciativa surge no âmbito do esforço coordenado pela Agência Internacional de Energia (AIE) de libertação de reservas estratégicas de petróleo. O número de barris a libertar foi anunciado por Chris Wright, Secretário de Energia dos EUA, por via de um comunicado.
Os barris, armazenados na Reserva Estratégica de Petróleo do Departamento de Energia dos EUA, serão disponibilizados num período de 120 dias.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, tinha já confirmado o recurso às reservas esta quarta-feira, mas sem apresentar números.
A Reserva Estratégica de Petróleo norte-americana tem neste momento cerca de 415 milhões de barris, estando a cerca de 60 por cento da sua capacidade, depois de uma série de reduções durante a Administração Biden, incluindo após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que também fez disparar os preços do crude.
Na altura, foram retirados cerca de 180 milhões de barris das reservas, um nível recorde, algo que mereceu críticas dos republicanos e do próprio Trump, que prometeu repor os níveis. O Presidente dos EUA voltou a prometer a reposição das reservas numa entrevista esta quarta-feira, dizendo que as reservas serão reduzidas “um pouco” para baixar os preços dos combustíveis e depois preenchidas novamente.
Refira-se que a guerra no Médio Oriente criou constrangimentos no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20 por cento da produção global.
A nível local, a decisão da Administração Trump é anunciada num contexto em que as autoridades moçambicanas anunciaram a disponibilidade de um stock de 75 mil toneladas de combustíveis, que deverá manter inalterados os preços destes produtos até Abril.
Sabe-se que Moçambique adquire parte deste recurso na região do Golfo Pérsico, região afectada pelo conflito.
Foto_2: Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, em uma plataforma de gás em Colorado. Créditos: Elpais.com








