O Irão está a ser acusado de impôr taxas aos navios que passam pelo estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e Golfo de Omã, transportando cerca de 20 por cento do petróleo e gás do mundo.

A acusação foi feita esta quinta-feira (26) pelo Secretário-Geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), o kuwaitiano Mohamed al-Budaiwi. O CCG integra a Arábia Saudita, Bahrain, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Omã.

De acordo com a imprensa internacional, peritos do sector comercial marítimo declararam, igualmente, que o regime conservador xiita da República Islâmica do Irão impôs um imposto de circulação no estreito de Ormuz, sob o qual os navios pagam em yuans (moeda chinesa) para passarem em segurança.

Sem especificar as verbas em questão, sabe-se que esta suposta cobrança poderá impactar os mercados, sobretudo, de produtos como combustíveis. A subida do preço dos combustíveis, que tem variado desde o princípio da guerra que envolve o Irão, Israel e Estados Unidos da América desde 28 de Fevereiro, é uma ameaça para a estabilidade do preço de variados produtos, tendo em conta que este recurso constitui matéria-prima para diversos segmentos.

Entretanto, a nível local, esta semana, o Governo assegurou a continuidade de abastecimento de combustíveis em Moçambique e a manutenção do preço destes recursos energéticos. Ademais, o porta-voz do Governo, Salim Valá, disse que, para o abastecimento do mercado doméstico, o país aguardava pela chegada de novos navios, entre hoje e 30 do mês em curso.

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