A produção de energia da Hidroeléctrica de Cahora (HCB) em 2025 rendeu receitas na ordem de 344 milhões de dólares norte-americanos e um resultado líquido de 112 milhões de dólares.
Durante o ano transacto, a maior produtora de energia do país e da região conseguiu, também, contribuir com 300 milhões de dólares americanos para o Estado moçambicano, por meio de impostos, taxas e dividendos, o que reforça o seu papel como activo estratégico para a economia nacional e para a estabilidade energética do país.
A informação foi partilhada no passado sábado (2), através de um Comunicado de Imprensa, que foi divulgado após a realização da Assembleia Geral da HCB, no passado dia 28 de Abril e que aprovou por unanimidade o relatório de contas.
Na nota que contém a intervenção do presidente da empresa, Tomás Matola, refere-se que a HCB conseguiu uma produção total de 10.921 GWh, apesar do contexto marcado por uma das secas mais severas das últimas décadas na Bacia do Zambeze, que condicionou os níveis de armazenamento da albufeira e, consequentemente, o plano de produção energética.
Explica-se que para fazer face aos desafios decorrentes da redução contínua do armazenamento de água na Albufeira de Cahora Bassa, que, no final da época chuvosa 2024/2025, se situava em 26,01 por cento, a empresa implementou um programa de restrição e recuperação que permitiu melhorar os níveis de armazenamento para 27,23 por cento a 31 de Dezembro de 2025, acima dos 21,19 por cento registados no período homólogo de 2024, sinalizando uma trajectória de recuperação.
Assim, de acordo com Tomás Matola, citado no comunicado, em virtude das medidas adoptas, a empresa assegurou o cumprimento dos seus compromissos comerciais, tanto no mercado nacional como na região da África Austral, mantendo o fornecimento de energia à Electricidade de Moçambique (EDM), à Electricity Supply Commission da África do Sul (Eskom), à Zimbabwe Electricity Supply Authority (ZESA) e aos mercados da Southern Africa Power Pool (SAPP).
Referiu que durante este período “a exportação de energia continuou a desempenhar um papel relevante na geração de divisas, contribuindo para a robustez da balança de pagamentos do país”.
“Os resultados alcançados em 2025 demonstram a resiliência da HCB face a um contexto hidrológico exigente, bem como o nosso compromisso com a sustentabilidade operacional e com a criação de benefícios económicos e sociais para o país”, lê-se na nota que cita o discurso de Tomás Matola.
O gestor destacou que apesar do contexto hidrológico adverso, em 2025, a HCB manteve a sua solidez e robustez, demonstradas pelos seus indicadores económico-financeiros, nomeadamente: liquidez geral na ordem dos 20,4; solvabilidade de 41,5 e autonomia financeira de 97,6 por cento.








