Os Estados Unidos das Américas anunciaram ontem (18) que vão prolongar por mais 30 dias a isenção temporária que permite transacções envolvendo petróleo russo armazenado no mar, para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos.
De acordo com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, a decisão pretende garantir que “os países mais vulneráveis” continuem a ter acesso ao petróleo russo, num contexto de forte instabilidade no mercado global de hidrocarbonetos devido à quase paralisação do tráfego no estreito de Ormuz.
Através de uma publicação nas redes sociais, citada pela Lusa, o secretário do Tesouro disse que a medida corresponde a uma “isenção temporária de 30 dias”.
Washington bloqueia normalmente transacções relacionadas com petróleo russo, no âmbito das sanções impostas a Moscovo após a invasão da Ucrânia.
No entanto, o Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, introduziu esta excepção em Março, numa tentativa de conter a subida dos preços da energia provocada pela escalada do conflito no Médio Oriente.
A quase interrupção da navegação no estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas mundiais para o transporte de petróleo e gás, agravou os receios de escassez e alimentou a volatilidade dos preços internacionais.
A medida agora renovada permite temporariamente operações, envolvendo petróleo russo já armazenado em navios ou instalações marítimas, apesar das restrições financeiras e comerciais impostas pelos Estados Unidos à Rússia.







