A Petrobras anunciou ontem (27) investimentos de 2,8 mil milhões de reais, o equivalente a 475,9 milhões de euros, até 2030, na principal reserva terrestre de hidrocarbonetos do país, no coração da Amazónia, incluindo novas perfurações.

Segundo informou a presidente da petrolífera estatal, Magda Chambriard, numa cerimónia em que participou o Presidente brasileiro, Lula da Silva, o investimento destina-se à ampliação da produção de gás natural e petróleo no Polo Urucu, na cidade de Coari, e também à construção de embarcações para transporte de combustível marítimo (‘bunker’).

A maior fatia, 2,5 mil milhões de reais, correspondente a cerca de 424,9 milhões de euros, justificou Chambriard, visa aumentar em 20 por cento a produção de petróleo e gás no Amazonas no Polo de Urucu.

Para aumentar a produção, a petrolífera vai perfurar mais de 20 poços para identificar novas jazidas, o que significa retomar as perfurações naquela região.

Chambriard disse que a Petrobras esteve 10 anos “fora do Amazonas”, sem investir neste Estado brasileiro, e que agora a companhia está de volta “para cumprir o papel de garantir produção de petróleo e gás”.

A expectativa da Petrobras é aumentar em cerca de 4,4 mil barris por dia a produção do polo de Urucu, que actualmente é de 105 mil barris por dia.

O anúncio foi feito no Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazónia, em Manaus, e contou, para além de Lula da Silva, do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

De acordo com a Lusa, a Petrobras anunciou também 303,5 milhões de reais, (51,5 milhões de euros) na construção de 18 barcos no Estaleiro Bertolini para transporte de combustível marítimo entre os portos do país.

Segundo a própria estatal, a companhia gasta anualmente este mesmo valor para efectuar, por meio de contratos com empresas sub-contratadas, o transporte e abastecimento de combustível marítimo.

Ao discursar durante o evento, Lula da Silva afirmou que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, procurou a Petrobras para discutir a prospecção de petróleo em águas profundas no Golfo do México.

O objectivo, anunciou, é a possibilidade de estabelecer uma parceria com a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex).

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