As importações de petróleo bruto africano pela China cresceram 21 por cento, em Maio e Junho do ano em curso, mantendo-se como a principal categoria de importações chinesas provenientes do continente.
Neste sentido, as importações destes produtos fixaram-se em 3,11 mil milhões de dólares.
Este incremento regista-se num período marcado pelas perturbações no abastecimento através do Estreito de Ormuz, na sequência do conflito entre Israel, os Estados Unidos da América e o Irão.
De modo geral, as importações chinesas provenientes de África aceleraram em Maio e Junho, após Beijing alargar o regime de zero taxas a quase todo o continente, impulsionadas pelos minerais críticos, mas, também, por um forte aumento das compras de produtos.
O crescimento superou o registado pelas importações chinesas no seu conjunto e foi impulsionado tanto pela procura de minerais críticos como pela entrada de novos produtos agrícolas africanos no mercado chinês.
A partir de 1 de Maio, segundo a Lusa, Beijing passou a aplicar zero taxas alfandegárias a todos os produtos provenientes dos 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, alargando um regime que anteriormente abrangia apenas 33 países. A medida, válida até Abril de 2028, passou a incluir economias como a África do Sul, Egipto, Nigéria, Argélia e Quénia.
O aumento das importações continua a ser liderado pelos recursos minerais, num contexto em que a China procura garantir o abastecimento de matérias-primas essenciais para a produção de baterias, semicondutores, centros de dados e outras indústrias ligadas à inteligência artificial.
As compras de cobre bruto proveniente de África mais do que duplicaram em Maio, aumentando mais de 110 por cento para 1,65 mil milhões de dólares. As importações de platina, espodumena – um mineral utilizado na produção de baterias de lítio – e pó de ródio também registaram fortes subidas.







