O projecto de construção do Terminal de Combustíveis e Carga, na província da Zambézia, deverá ser materializado a partir deste ano, segundo garantia transmitida ontem, quinta-feira (2), pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe.

Segundo o dirigente, o projecto já foi aprovado ao nível do Ministério e do Conselho de Ministros, sendo que a gestão do Porto de Quelimane foi concessionada à empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, entidade que ficará encarregue de implementar o terminal.

‎Com o efeito, neste momento, decorrem apenas alguns acertos dos procedimentos técnicos e administrativos em preparação do início das obras.

‎O ministro destacou a importância estratégica do Porto de Quelimane no abastecimento de combustíveis ao hinterland, com particular enfoque para o Malawi, acrescentando que o projecto permitirá reduzir os custos logísticos, actualmente suportados pela província, que depende, em grande medida, do terminal da Beira.

‎Na sua perspectiva, o investimento deverá dinamizar a actividade económica da Zambézia, em particular a cidade de Quelimane, e reforçar a competitividade do porto, consolidando a província como um importante corredor logístico para os países do interior da região.

Recorde-se que ainda este ano, a Petróleos de Moçambique (Petromoc) anunciou que o Terminal Oceânico de Pemba, Cabo Delgado, já se encontra operacional, após os trabalhos de reabilitação e expansão, estando, neste momento, apto para receber descargas de combustíveis e servir às necessidades da zona norte do país contrariamente a anterior situação.

A infra-estrutura, da propriedade da Petróleos de Moçambique (Petromoc), verificou, assim, uma melhoria da sua capacidade de armazenamento na ordem de 11500 metros cúbicos, tendo passado de 7500 para 18 mil metros cúbicos.

Neste sentido, já não há necessidade de fazer descargas em Nacala, Nampula, para posteriormente, proceder com o transporte terrestre até Pemba, uma vez que a actual infra-estrutura está em condições de receber navios directamente na capital de Cabo Delgado.

Este tipo de infra-estrutura reforça a capacidade do país de receber e armazenar produtos petrolíferos, sobretudo num contexto em que as crises globais tem impactado negativamente na disponibilidade de combustíveis no mercado.

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