O sector privado considera que a volatilidade dos preços internacionais dos combustíveis está a exercer pressão sobre a evolução dos preços domésticos dos produtos petrolíferos, o que ameaça o desempenho da actividade económica no país.
De acordo com Álvaro Massingue, presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), falando ontem durante o Economic Briefing, um evento do sector privado, esta situação ficou evidente na passada terça-feira, altura em que o barril do petróleo atingiu a fasquia dos 100 dólares americanos no mercado internacional.
“As incertezas geopolíticas globais que continuam a representar ameaças relevantes para o desempenho da economia e do sector privado”, disse Massingue, no quadro da avaliação trimestral do desempenho da economia e das empresas.
Neste sentido, Álvaro Massingue defende uma actuação mais concertada entre o Governo, sector privado e os parceiros de desenvolvimento, visando a remoção dos constrangimentos estruturais que limitam a competitividade das empresas moçambicanas.
Sobre os constrangimentos enfrentados pelas empresas no segundo trimestre do ano em curso, Massingue destacou que o abastecimento regular de combustíveis foi um dos principais entraves registados.
“O aumento de cerca de 46% no preço do gasóleo, associado à escassez de oferta, tem efeitos em cadeia sobre a indústria, os transportes, a agricultura e, naturalmente, sobre os consumidores”, explicou.
Na perspectiva do representa do sector privado, uma economia não pode crescer de forma sustentável quando os seus principais factores de produção e circulação enfrentam constrangimentos desta natureza.
Entretanto, ainda assim, disse que, em parte, os privados estão optimistas para os próximos meses.
“Perspectivamos a continuidade da tendência de recuperação da actividade empresarial, ainda que moderada. Esta expectativa é sustentada pela normalização do abastecimento de combustíveis, pela continuidade do período de comercialização agrícola e pela intensificação das actividades relacionadas com os projectos de gás natural na Bacia do Rovuma, que podem contribuir para uma recuperação mais robusta da actividade económica”, disse.







