As autoridades governamentais de Cabo-Delgado, no norte do país, mostram-se expectantes quanto aos efeitos positivos que serão trazidos para as populações daquela província, ao norte do país, do centro de formação destinado à preparação de profissionais para operações offshore (no mar), onshore (em terra) e de segurança associadas à indústria de petróleo e gás, cujas obras para a sua construção iniciaram na passada sexta-feira, 3 de Julho corrente.
A convicção foi manifestada pelo Governador da Província de Cabo-Delgado, Valige Tauabo, durante o seu discurso por ocasião do lancamento da primeira pedra para a construção do referido centro, que tem a capacidade de receber, de uma só vez, 1300 formandos em cursos que têm uma duração máxima de quatro meses.
Desenvolvido ENH Training, empresa afiliado à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), em parceria com a empresa indiana Concord Safety, construção da Marine Safety Center está orçado em mais de 1.8 milhão de dólares (cerca de 115 milhões de meticais) e vai formar profissionais do sector de Oil and Gas dentro de padrões internacionais em áreas como segurança maritima, combate a incendios em alto mar, gestão de processos de segurança e primeiros socorros.
“Este projecto significa mais oportunidades de formação, mais emprego e reforço efectivo do conteúdo local, princípios que o Governo de Moçambique tem vindo a promover de forma consistente”, disse Valige Tuabo, Governador de Cabo-Delgado.
“É nossa expectativa que este investimento continue a fortalecer a boa relação entre as empresas e as comunidades hospedeiras, assente no diálogo permanente, respeito mútuo e criação de benefícios concretos para as populações locais”, acrescentou o dirigente, reiterando disponibilidade do Executivo Provincial de continuar a trabalhar com os parceiros para que os jovens da província estejam preparados para ocupar os postos de trabalho que a indústria de petróleo e gás oferece.
A mesma disponibilidade foi garantida pelo Conselho Municipal da Cidade de Pemba, através do seu Presidente, Satar Gani, que prometeu continuar a criar ambiente favorável ao investimento, promovendo melhorias contínuas nas infra-estruturas urbanas e nos seus serviços municipais, de modo a garantir que projectos desta natureza encontrem condições para prosperar e gerar impacto positivo e sustentável para as comunidades.
Recorde-se que, a 29 de Janeiro último, quando o Presidente da República, Daniel Chapo, dirigiu, em Afunji, a cerimónia da retoma do projecto da TotalEnergies, depois de quase cinco anos de suspensão devido ao accionamento da cláusula de “força maior”, o Presidente da multinacional francesa, Patrick Pouyanné, menifestou-se satisfeito por 80 por cento dos cerca de 4000 trabalhadores que estavam no empreendimento eram de nacionalidade moçambicana.
Refira-se que a província de Cabo-Delgado abriga as maiores reservas de gás natural descobertas no país depois de 2010, destacando-se, para a sua exploração, os projectos de Mozambique LNG (Área 1), um megaprojecto que inclui a construção de uma fábrica de liquefação em terra liderado pela francesa TotalEnergies, o Coral GNL (Área 4), uma plataforma flutuante que extrai e processa gás e liderado pela italiana ENI e, finalmente, o Rovuma LNG (Área 4), igualmente um projecto em terra liderado pela norte-americana ExxonMobil.







