O antigo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, disse hoje que Moçambique deve tirar proveito do gás natural para impulsionar indústrias de produção de metanol, etanol e ureia, sublinhando que estes investimentos poderão gerar emprego e acelerar o crescimento económico.
A posição foi defendida durante uma audiência concedida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, no seu gabinete de trabalho.
A produção de gás na Bacia de Moçambique iniciou em 2004, através do campo Temane e posteriormente o Campo Pande, na província de Inhambane.
Posteriormente, em 2022, iniciou a produção na Bacia do Rovuma, através do Campo Coral nas águas ultra profundas da província de Cabo-Delgado.
Em 2025, iniciou a produção a partir do campo de Inhassoro, novamente na Bacia de Moçambique.
O gás natural no país é, actualmente, produzido a partir de quatro campos, dos quais três estão localizados na Bacia de Moçambique (Temane, Pande e Inhassoro) e um na Bacia do Rovuma (Coral).
Tendo em conta a existência de Planos de Desenvolvimento já aprovados, está previsto que mais dois campos entrem em produção na Bacia do Rovuma, nomeadamente, Golfinho/Atum e Mamba.
Neste sentido, segundo o antigo presidente do BAD, uma das prioridades que o país deve ter passa pela valorização dos recursos naturais como motor da industrialização e da criação de riqueza.
Destacou, também, a agricultura como um dos temas centrais do encontro que manteve com o Chefe de Estado, tendo o economista defendido uma aposta estruturante na economia azul.
Referiu ainda a necessidade de desenvolver a aquacultura em grande escala, como forma de reduzir as importações de alimentos, reforçar a segurança alimentar e criar oportunidades de emprego para os jovens.
Na ocasião, o Chefe de Estado reforçou a aposta na transformação dos recursos naturais em desenvolvimento inclusivo e sustentável.







