A empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), braço do Estado moçambicano nas operações de hidrocarbonetos, registou um aumento de lucros líquidos em 2025, ao obter resultados na ordem de 2,04 mil milhões de meticais, contra os 1,73 mil milhões de meticais conseguidos em 2024.
Para o registo de ganhos na ordem dos 16 por cento em comparação com o seu desempenho no ano anterior, a empresa beneficiou-se de um impulso das participações financeiras que resultaram em ganhos de cerca de 2,8 mil milhões, que derivam de dividendos recebidos das empresas participadas e da alienação de activos.
O desempenho de 2025 surge num contexto em que a ENH procura consolidar o seu papel como braço empresarial do Estado no sector dos hidrocarbonetos, através da participação em projectos de gás natural e de outras áreas associadas à cadeia de valor do sector.
Segundo dados da empresa, entre os maiores contribuintes estiveram a Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH), com 1,71 mil milhões de meticais, seguida da ENH-Kogas, que gerou 960 milhões.
No mesmo sentido, a Companhia Moçambicana de Gasoduto (CMG), gerou 517 milhões de meticais, num contexto em que a Matola Gás Company (MGC) contribuiu com 81,9 milhões.
De acordo com um documento sobre as demonstrações financeiras da empresa, destaca-se também a venda da participação no Bloco Mazenga, localizado na parte continental (onshore) da Bacia Sedimentar de Moçambique, província de Inhambane, que correspondeu a uma receita adicional de 127,6 milhões de meticais.
A empresa beneficiou, também, de uma evolução positiva das diferenças cambiais, que passaram de 2,6 milhões de meticais em 2024 para 37,6 milhões em 2025, incluindo os juros obtidos que incrementaram, passando de 1,3 milhões de meticais para 13,3 milhões.
Embora a actividade operacional da empresa tenha gerado um resultado negativo de 1,04 mil milhões de meticais, a ENH conseguiu compensar esta perda através dos rendimentos financeiros, que totalizaram 3,29 mil milhões de meticais, contra 2,88 mil milhões registados em 2024.
No capítulo dos custos, a ENH registou despesas de pessoal de 1,3 mil milhões de meticais e encargos com fornecimentos e serviços de terceiros de 973 milhões. Ainda assim, o desempenho das suas participações estratégicas e os ganhos financeiros permitiram à empresa terminar o ano passado com resultados positivos.







