O Governo e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) assinaram um acordo de concessão, no passado sábado, que prevê a construção de uma infra-estrutura de transporte, regaseificação, armazenamento e importação de gás natural a partir do Porto da Beira, Sofala ligando Inhassoro, Inhambane, até 2030.

Este projecto terá uma capacidade de recepção de gás natural na ordem de quatro milhões de toneladas/ano e uma estruturação de 174 mil metros cúbicos.

De acordo com o presidente da ENH, Rudêncio Morais, que falava após a assinatura do acordo, na Ponta de Ouro, distrito de Matutuine, Província de Maputo, onde decorreu o XI Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, o projecto está avaliado em 250 milhões de dólares americanos, estando disponíveis, neste momento, 10 milhões.

O gestor referiu que o projecto integra um sistema de gasodutos para conectar a outra infra-estrutura existente em Temane.

Explicou ainda que se trata da evolução de um contrato de concessão que foi aprovado em Dezembro de 2025.

Rudêncio Morais, destacou que a execução do projecto será feita em etapas, sendo que a primeira diz respeito a estruturação e conclusão de um estudo de impacto ambiental, seguindo-se da conclusão do estudo de viabilidade e, por fim, o plano de desenvolvimento.

Depois de aprovado o plano de desenvolvimento, disse, seguir-se-à fase de engenharia, procurement e construção da infra-estrutura.
Para além de garantir o transporte de gás natural para todo o país, o projecto deverá assegurar que o projecto Coral Norte alcance o impacto desejado.

Actualmente, a infra-estrutura de transporte de gás em Moçambique baseia-se no Gasoduto Moçambique-Secunda (gerido pela ROMPCO), que liga os campos de Pande e Temane (Inhambane) à África do Sul, na plataforma flutuante Coral Sul FLNG na Bacia do Rovuma, e em novas redes de escoamento e terminais planeados para ligar o norte ao centro e sul do país.

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