A petroquimica Sasol e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), foram consideradas os maiores exportadores de Moçambique para os principais mercados preferenciais em 2025 e foram, por isso, premiados na semana finda, durante a 61ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM).

A HCB, maior produtor de energia do país, foi premiada na FACIM por ter dominado as vendas de energia para a vizinha África do Sul.

Recorde-se a HCB registou um desempenho operacional sólido equivalente a uma produção de 6.399,02 Gigawatts/hora, entre Janeiro e Junho deste ano, superando, em cerca de 10 por cento, a produção prevista para o semestre. O desempenho foi alcançado através de uma estratégia de exploração e operação baseada numa gestão criteriosa dos recursos hídricos, que permitiu conciliar o aumento da produção de energia com a recuperação das reservas da albufeira, reforçando a sustentabilidade da operação e a segurança energética.

As condições hidrológicas mais favoráveis verificadas na Bacia do Zambeze, particularmente na bacia própria de Cahora Bassa, associadas às medidas de gestão operacional, de engenharia e de manutenção implementadas pela empresa, contribuíram para uma recuperação significativa da capacidade de armazenamento da albufeira.

Devido à seca, lembre-se, a HCB chegou a reduzir a produção de energia de 15 mil gigawatts por hora registados até o final de 2024, para 10,3 mil gigawatts, com o propósito de garantir, na altura, a sustentabilidade das barragens em meio a escassez de chuvas.

Por sua vez, a Petroquímica sul-africana Sasol, que explora os jazigos de gás natural em Temane e Pande, na província de Inhambane, foi premiada, também, como a empresa que mais exportou para a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC na sigla inglesa) em 2025.

Os campos de Pande e Temane, onde a Sasol opera, registaram uma produção acumulada de 3.306,41 petajoules até Outubruo de 2025, o que corresponde a 79,48 mil milhões de metros cúbicos de gás.

Ainda neste ano, a Sasol foi também reconhecida como o terceiro maior contribuinte do fisco nacional na categoria de Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas – IRPC. Este reconhecimento é resultado de uma contribuição de 4,486 milhões de meticais para o exercício financeiro de 2025.

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