Os empresários da província da Zambézia acreditam que a construção do Terminal de Combustíveis no Porto de Quelimane poderá contribuir para a redução do preço do carbureto e, consequentemente, o custo de vida.
Segundo Inusso Ismail, presidente da Associação Industrial, quando os combustíveis forem transportados via marítima serão mais baratos, o que levará os transportadores de passageiros a reduzir os preços das passagens e os comerciantes a baixarem o preço dos produtos alimentares de primeira necessidade.
De acordo com o matutino “Notícias”, em Quelimane e Mocuba, os entrevistados disseram que os transportes de um ponto para o outro dentro da província da Zambézia estão caros devido aos altos preços do combustível que também encarecem os produtos alimentares da primeira necessidade.
Afirmou ainda que os preços são muito altos na Zambézia em comparação com outros pontos do país devido aos custos de operações logísticas para reabastecer algumas gasolineiras localizadas nos principais centros urbanos da província, nomeadamente, Quelimane, Mocuba, Gurué, Milange, Alto Molocué e Maganja da Costa.
Por seu turno, o presidente da Associação dos Transportadores da Zambézia, Santos Ataíde, diz que o anúncio da construção do terminal para breve abre novas perspectivas no sector, sobretudo, a redução do preço dos combustíveis.
Para a fonte, o abastecimento de produtos petrolíferos à cidade de Quelimane por via marítima vai levar a redução das tarifas de transporte de passageiros e cargas e aumentar o fluxo da circulação nas principais rotas da província.
O entrevistado explicou que os operadores de transporte semi-colectivos fazem apenas duas viagens nas principais rotas, com cem quilómetros, devido aos efeitos combinados de falta de combustíveis e de dinheiro pelos passageiros.
O Comerciante grossista Sacur Maksubay, do distrito de Mocuba, disse que os produtos alimentares importados chegam aos armazéns a preços altos devido as longas distâncias entre o Porto da Beira e Cidade de Mocuba.
Além disso, apontou ainda o mau estado da estrada que leva aos transportadores de carga a cobrarem preços altos na logística de produtos como arroz, farinha e óleo.Disse ainda que as viagens da Beira a Quelimane e Mocuba demoram no mínimo dois a três dias e com riscos de assaltos em alguns pontos da estrada nacional número um.







