O INSTITUTO Nacional de Petróleos (INP) vai avançar com uma auditoria aos custos incorridos e reclamados como recuperáveis nos projectos das Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma.
Segundo anúncio do INP, a iniciativa, a ser materializada nos próximos meses, vai integrar todas as entidades vinculadas a cada projecto aprovado e incluir a verificação física dos equipamentos e actividades dos desenvolvimentos.
No que diz respeito a auditoria para os projectos da Área 1, as avaliações técnicas contemplam os anos 2025 e 2026. Por sua vez, os projectos relacionados a Área 4, dizem respeito aos anos 2024, 2025 e 2026.
Actualmente apenas um projecto está em processo de produção e comercialização nas duas Áreas em referência, nomeadamente o projecto Coral Sul, liderado pela italiana ENI e que corresponde a Área 4.
Recorde-se que o anúncio da auditoria do INP surge num contexto em que TotalEnergies, da Área 1, reivindicou um prejuízo de cinco mil milhões de dólares devido a paralisação do projecto, ainda em desenvolvimento, em consequência dos ataques terroristas no Distrito de Palma, norte de Cabo Delgado, em 2021.
No entanto, sobre esta mesma matéria, uma posterior auditoria aos custos da empresa detectou uma diferença de dois mil milhões de dólares no global apresentado pela multinacional francesa que lidera o investimento de 20 mil milhões de dólares.
Assim, a auditoria deve assegurar a validação de todos os custos recuperáveis reivindicados para garantir que os mesmos estejam em conformidade com as definições e procedimentos contabilísticos, incluídos no contrato de concessão de produção de cada área.
Desde 2007, o Governo, em parceria com empresas internacionais do sector petrolífero e do gás natural, desenvolve actividades de prospecção, pesquisa, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos nas Bacias do Rovuma e de Moçambique.
Estima-se que somente na Bacia do Rovuma, o país disponha de cerca de 180 biliões de pés cúbicos (180 Tcf) de gás natural, constituindo um recurso estratégico com elevado potencial para impulsionar o crescimento económico, reforçar a segurança energética e promover o desenvolvimento sustentável.







