O Fundo de Energia (FUNAE) defende que a electrificação rural deve ser acompanhada pelo uso produtivo da energia, através de investimentos e actividades económicas capazes de gerar rendimento e dinamizar as economias locais.
O presidente do Conselho de Administração da instituição, Mety Gondola, considera que levar electricidade às comunidades não é suficiente, sendo necessário garantir que a energia seja aproveitada para impulsionar o desenvolvimento económico.
A posição foi apresentada à margem da Conferência Internacional de Investimentos de Tete, realizada semana finda naquela província da região centro do país. Na ocasião, Gondola destacou a importância de mobilizar investidores e estabelecer parcerias para ampliar o aproveitamento da energia nas zonas rurais electrificadas.
Segundo o dirigente, o FUNAE está a implementar vários projectos de investimento em energia na província de Tete, alguns dos quais ainda em construção. Há pouco mais de duas semanas, a instituição colocou em funcionamento uma central fotovoltaica em Nsadzu, no distrito de Chifunde.

O responsável apontou igualmente os investimentos em Chinthopo, no distrito de Mágoè, Chintholo, em Cahora Bassa, e Chipera, no distrito da Marávia, além da conclusão da central de Zambuè, no distrito de Zumbo.
Apesar dos investimentos na expansão do acesso à electricidade, Gondola defende que o impacto destes projectos depende da capacidade de transformar a energia disponível em oportunidades económicas para as comunidades beneficiárias.
“Não basta colocar a energia a acender nas lâmpadas”, afirmou, sublinhando a necessidade de promover um aproveitamento mais amplo e eficiente da electricidade, sobretudo em actividades produtivas.
Neste sentido, o FUNAE procura incentivar o uso da energia em iniciativas económicas que contribuam para dinamizar os mercados locais, criar oportunidades de negócio e fortalecer o empreendedorismo nas zonas abrangidas pelos projectos de electrificação.

Gondola considera que o envolvimento do sector privado é fundamental para garantir a sustentabilidade dos investimentos, defendendo o estabelecimento de ligações entre a disponibilidade de energia e investidores interessados em desenvolver actividades económicas nas comunidades.
Na sua perspectiva, estas parcerias podem estimular o surgimento de pequenos empreendedores e criar oportunidades ao longo das cadeias de valor locais, permitindo que a electricidade seja utilizada não apenas para iluminação doméstica, mas também como factor de produção.
O PCA do FUNAE reiterou a disponibilidade da instituição para participar em iniciativas conjuntas com outros actores, considerando que encontros como a Conferência Internacional de Investimentos de Tete constituem uma oportunidade para identificar parcerias e projectos capazes de ampliar o impacto económico da electrificação rural.







