O Presidente da República, Daniel Chapo, assegurou que ainda pode acontecer este ano o anúncio da Decisão Final de Investimento (FID, na sigla em inglês), do megaprojecto de exploração de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma, pela ExxonMobil.
“Se tudo correr bem, antes do final do ano nós vamos assinar a Decisão Final de Investimento do projecto que é liderado pela ExxonMobil orçado em 30 mil milhões de dólares”, disse o estadista moçambicano na tarde desta terça-feira, durante a sua participação na Conferência sobre Adição de Valor com Base em Minerais e Recursos Energéticos Disponíveis (CAVAME-d), na cidade de Nacala&Porto, província de Nampula.
A perspectiva é avançada num contexto em que o director-geral da ExxonMobil em Moçambique, Arne Gibbs, garantiu que a multinacional americana está a finalizar os preparativos para o anúncio da DFI, prevista para este ano, com o objectivo de garantir a implementação do projecto Rovuma LNG da Área 4 da Bacia do Rovuma, que prevê a exploração de gás natural liquefeito em larga escala.
O projecto liderado pela ExxonMobil promete produzir 18,6 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano e gerar 150 mil milhões de dólares em receitas para o Estado ao longo dos 30 anos de operação.
Recentemente, a ExxonMobil Moçambique, Limitada, em nome dos Parceiros da Área 4 (ENH, CNPC, ENI, KOGAS e XRG), adjudicou aproximadamente 1,1 bilião de dólares norte-americanos em contractos de pré-investimento para equipamentos críticos de longo prazo destinados ao desenvolvimento da Fase 1 do Projecto Rovuma LNG.
Os contractos incluem serviços de engenharia, aquisição e fabrico de sistemas de produção submarina, válvulas de produção de grande diâmetro e gasodutos offshore.
Outrossim, o estadista, Daniel Chapo, referiu que este anúncio é esperado num contexto em que o país está a realizar reformas que se notaram na aprovação da lei de minas, petróleo, bem como na criação da Empresa Nacional de Minas, que vai deter 20 por cento de participação nos projectos ligados a minas, visando a criação de oportunidades de negócio para as pequenas e médias empresas nacionais, na sua maioria lideradas por jovens e mulheres.
Estes instrumentos, aprovados pela nossa Assembleia da República, reforçam a regulação dos sectores de minério e petrolífero, promovem maior transparência, estabelecem melhores condições para a participação de empresas nacionais e dos cidadãos moçambicanos e procuram assegurar que a exploração de recursos naturais produza benefícios mais amplos para o país.







