A Petrobras anunciou na passada sexta-feira que vai investir 60 mil milhões de reais, correspondente a 10,19 mil milhões de euros, para construção de dois navios-plataforma para exploração de petróleo e gás natural no Estado de Sergipe.
A estimativa da petrolífera estatal brasileira é que as duas estruturas terão capacidade de extrair até 240 mil barris de petróleo por dia na exploração em águas profundas.
O início da produção, segundo a petrolífera, está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031.
A Petrobras prevê ainda a construção e interligação de 32 poços e a implantação de um gasoduto de escoamento com cerca de 134 quilómetros de extensão.
“A expectativa é que a participação do Nordeste na oferta nacional de gás natural quase dobre, saindo dos actuais 16 por cento para cerca de 31 por cento até 2035”, informou a companhia em comunicado.
No evento em Sergipe, que contou com a presença do Presidente brasileiro, Lula da Silva, a presidente da estatal, Magda Chambriard, declarou que cada uma das duas plataformas terá unidade de processamento de gás natural.
“Vamos pôr o gás em terra aqui. Estas duas plataformas que nós estamos construindo são também uma prova da tecnologia e da capacidade criativa do sistema Petrobras”, discursou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard citada pela Lusa.
“O que baixa o preço do gás natural não é trocar de mãos, mas investir com seriedade, aumentar o esforço de produção, para que ele realmente siga a lei da oferta e da procura”, declarou, numa referência, segundo agentes do sector, ao programa de desconcentração do mercado de gás, chamado de ‘gas release’.
‘Gas release’ é uma demanda antiga do sector perante a força da Petrobras, o agente dominante na extração de gás natural e também da infra-estrutura de escoamento do insumo no Brasil.
Para além da concorrência, o Brasil enfrenta ainda problemas estruturais para escoamento da produção do gás, o que é um dos entraves à expansão do sector no país.
Actualmente, o ‘gas release’ está em debate no órgão regulador do país, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Enquanto isso, agentes do mercado de petróleo e gás concorrentes da Petrobras articulam-se junto do executivo e no Congresso Nacional brasileiro para que o programa seja implementado.







