O conflito no Médio Oriente pode duplicar os custos com combustível da TAAG, de 132 para 264 milhões de dólares norte-americanos, admitiu um administrador da companhia aérea angolana.
Miguel Carneiro, administrador para o pelouro comercial da TAAG, apresentou em conferência de imprensa os desafios e perspectivas da transportadora para 2026, destacando a variação do preço do Jet A-1 no primeiro trimestre do ano devido ao conflito no Médio Oriente.
A exposição da companhia a este custo deverá passar de 132 milhões de dólares para aproximadamente 264 milhões de dólares, adiantou, ressalvando que a TAAG tem apostado na eficiência operacional, o que permite à companhia poupar nos custos operacionais directos com combustível através da utilização de equipamentos mais eficientes em termos de consumo.
Questionado sobre se este impacto implicaria revisão dos tarifários, disse que a estratégia comercial da TAAG tem sido de posicionamento ao nível do preço e que, na análise comparativa, a companhia apresenta preços mais competitivos.
“Já actualizámos as tarifas a nível da carga mas hoje sentimos uma pressão acrescida”, reconheceu, sublinhando que o preço do Jet A-1 no mercado da África do Sul triplicou face a Dezembro de 2025.
“Estamos a monitorizar para ver o que repassamos ao cliente para manter a competitividade”, acrescentou citado pela Lusa.
Quanto a eventuais alterações ou suspensões de rotas, admitiu que poderá haver algumas suspensões caso se justifique, como têm feito outras companhias.
Entre as ambições da TAAG para 2026 estão a ligação de Luanda a Guangzhou e a Cabo Verde, embora o administrador tenha notado que a abertura da rota para a China “já irá evidenciar uma abordagem mais conservadora da companhia”, face à pressão dos preços.
A rota mais lucrativa continua a ser para Lisboa, estando a de Guarulhos (São Paulo) em recuperação.
As menos lucrativas correspondem ao serviço de utilidade pública, nomeadamente a rota subsidiada para Cabinda, cujo bilhete custa 29 mil kwanzas (cerca de 2074 meticais), segundo o mesmo responsável.
A TAAG tem, igualmente, ligação entre Luanda e Maputo.







