Um estudo do Standard Bank perspectiva que, até 2056, o Fundo Soberano de Moçambique poderá acumular um saldo real de até 81 mil milhões de dólares americanos, proporcionando uma importante reserva financeira para as gerações futuras.

Até a data referenciada, espera-se que, para além das plataformas flutuantes, o país já tenha operacionais os projectos da Área 1 e 4 da Bacia do Rovuma, mormente os operados pela TotalEnergies e ExxonMobil.

É nesta vertente que a pesquisa apresentada na passada sexta-feira (29) pelo Administrador-Delegado do Standard Bank, Bernardo Aparício, considera que a conta onde são canalizados os ganhos dos recursos naturais, desde 2025, poderá obter recursos assinaláveis que poderão melhorar as contas públicas.

Falando sobre o impacto do projecto Rovuma LNG, liderado pela ExxonMobil, Bernardo Aparício, disse que o projecto que promete atingir 18 milhões de toneladas por ano (MTPA), quando estiver plenamente operacional, terá um impacto substancial no país.

A Conta do Fundo Soberano recebeu o correspondente a 12,5 milhões de dólares norte-americanos, durante o primeiro trimestre do ano em curso, num contexto marcado pelo reforço da estabilidade macroeconómica através da gestão das receitas do gás natural.

Neste mesmo período em análise, o Estado arrecadou 19,14 milhões de dólares norte-americanos em receitas provenientes da exploração e produção de Gás Natural Liquefeito (GNL), o que representa aproximadamente 41,56 por cento da quota anual prevista para à Conta Única do Tesouro (CUT).

Para a CUT foi estimada uma verba na ordem de 46,06 milhões de dólares e cerca de 24,94 por cento da receita total anual projectada do sector, avaliada em 76,77 milhões de dólares.

FOTO_2: Bernardo Aparício, Administrador-Delegado do Standard Bank

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