Os riscos e incertezas associados à duração do conflito no Médio Oriente e o consequente impacto sobre a cadeia logística obrigaram o Banco de Moçambique a manter, mais uma vez, a taxa de juro de política monetária em 9,25 por cento.
Esta é a terceira vez que este indicador é mantido, principalmente depois do início do conflito no Médio Oriente a 28 de fevereiro do ano em curso, quando os aliados Estados Unidos da América e Israel atacaram o Irão, com este país a retaliar, principalmente contra interesses americanos nos estados vizinhos da região do Golfo Pérsico.
Para esta decisão, de acordo com o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, que falava ontem após reunião do Comité de Política Monetária, um órgão do Banco Central que decide sobre as taxas de juro, a oferta de bens e a volatilidade dos preços internacionais dos combustíveis foram alguns dos aspectos considerados nesta equação como factores de risco.
Considerou ainda que o conflito no Médio Oriente é ainda uma ameaça à inflação, perspectivando-se um aumento a curto prazo.
“Em Junho de 2026, a inflação anual fixou-se em 7,5%, após 7,2% em Maio. No curto prazo, perspectiva-se que os preços continuem a aumentar, reflectindo os efeitos indirectos do aumento dos preços domésticos dos combustíveis líquidos e da inflação importada”, explicou Rogério Zandamela.
As taxas de juros são um importante indicador para o acesso ao financiamento no país. Esta taxa é considerada pelos bancos comerciais para determinar as taxas a aplicar nas operações de empréstimos.







