O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou, recentemente, um empréstimo de 150 milhões de dólares para apoiar o desenvolvimento do projecto de gás natural Coral Norte, considerada uma iniciativa transformadora energética.
Este financiamento da instituição africana baseia-se no sucesso do Coral Sul, um projecto similar ao visado, operado desde Novembro de 2022.
O interesse do BAD recai no facto, também, de a Coral Norte prometer aumentar a contribuição de África para a crescente procura global de GNL e os benefícios daí decorrentes, ao mesmo tempo que reforçará a posição de Moçambique como um dos principais intervenientes no mercado energético da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla inglesa).
O projecto é liderado pela ENI uma empresa global de energia com vasta experiência em Gás Natural Liquefeito (GNL), e tem um custo estimado superior a 7 mil milhões de dólares.
Entretanto, para além do BAD, o financiamento será fornecido por outras instituições financeiras de desenvolvimento, agências de crédito e credores comerciais.
O Coral Norte FLNG vai desenvolver, construir e operar uma instalação flutuante de GNL com capacidade anual de 3,55 milhões de toneladas métricas a aproximadamente 55 quilómetros da costa da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
Estima-se que gere mais de 20 mil milhões de dólares em receitas fiscais ao longo da sua vida útil. Para além de impulsionar significativamente a economia moçambicana, vai criar oportunidades de emprego consideráveis a curto prazo e permanentes na construção e nas operações.
A iniciativa compromete-se a reservar uma parte da produção de GNL para acesso a cozinha limpa, desenvolvimento industrial doméstico e exportação de gás para a região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), bem como para o desenvolvimento de projectos de gás para energia, o que aumentará a segurança e a resiliência energética da região.
O BAD referiu na nota a que o Gasoduto teve acesso que o Coral Norte FLNG será determinante na transição energética de África.
Sublinhou que com base em investimentos anteriores em GNL em Moçambique, posiciona ainda mais o país como um fornecedor global de GNL, proporcionando benefícios socioeconómicos significativos, incluindo a criação de empregos, receitas fiscais e maior segurança energética.
Com o efeito, finalizou referindo que o apoio reforça o compromisso com a segurança energética, bem como com infra-estruturas resilientes às alterações climáticas e a industrialização sustentável no continente.

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