A Central Térmica de Temane, no Distrito de Inhassoro, província de Inhambane, só estará operacional no próximo ano, o que representa um atraso de pouco mais de dois anos tendo em conta as anteriores previsões que indicavam a inauguração entre 2024 e 2025.
O atraso deveu-se ao impacto da tempestade Filipo, que eclodiu sobre o Sul do país em 2024, afectando equipamentos e forçando uma paralisação das obras.
Assim, neste momento, aguarda-se pela chegada do equipamento perdido e que teve de voltar a ser importado.
“O projecto sofreu um atraso na sequência dos eventos climáticos que ocorreram em 2024, que culminaram com a interrupção das actividades. Então, o processo de reinício está em curso e a nova previsão é justamente 2027”, disse António Nhassengo, porta-voz da EDM, accionista do projecto, citado pelo Jornal Notícias.
Mesmo sem especificar, a fonte referiu que esta reprogramação acarreta custos, um dos quais relacionados com a manutenção da linha de transporte, já pronta, mas sem funcionar.
Falou ainda do risco de perda de clientes ao nível regional devido à morosidade para prestação do serviço de fornecimento de energia eléctrica.
A Central Térmica de Temane é um projecto que promete adicionar 450 megawatts à rede eléctrica, reforçando o fornecimento de energia no país e na região da SADC. O projecto é liderado por um consórcio que integra a Globeleq, accionista maioritário, Electricidade de Moçambique e a petroquímica sul-africana Sasol, num investimento de 650 milhões de dólares financiados pelo Banco Mundial.







